Siga o coelho branco...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Da cor do fogo


Digamos que ela aparece assim, meio cambaleante.

Estava alegre depois de umas cervejas.

Veio até mim, ainda meio cismada e ciumenta.

Tive que abraçá-la. Era irresistível.


Digamos que, depois, ela percebeu que eu não oferecia riscos.

E, no meu colo, adormeu em meio a carinhos no cabelo cor de fogo.


E nos dias que se seguiram olhos tímidos se procuraram e se esconderam em meio a sorrisos, carinhos escondidos e declarações.


Alices, segundo o Kid Abelha, não deveriam mais escrever cartas de amor.

Bom, a Alice daqui, teimosa como só ela, sabe que está correndo um grande risco...



...mas não resistiu.



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O fim, a confusa pausa e o recomeço


Perdida entre os pratos da minha pia que imploram para serem lavados, percebi que hoje a ficha caiu e o sofrimento chegou.
Eu percebi que o que aconteceu sexta me afetou. Mas só me dei conta do quanto hoje.
Percebi que aquele sorriso que me recebeu e me aturou por horas na segunda estava na minha cabeça por causa de Here in my room do Incubus.
Percebi que rolou um clima na quarta que eu não sei se foi clima e não sei se quero saber.

Percebi que me sinto sem chão e por isso não consigo dar um passo.

Desculpem a ausência de alguém que está ausente também de alma, nesse momento.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Serviço Público - e de estagiário


Sinceramente, não sei o que é pior.

No meu estágio - em uma autarquia pública - aprendi que se você falta trabalho, ninguém faz a sua parte. Nem o estagiário da tarde.

É trabalho que se acumula o tempo inteiro.

Aprendi também que as empresas nunca mandam as notas fiscais e os recibos do jeito que a gente precisa. E quando você liga pedindo - educadamente - a parte que está faltando, recebe três gritos, no mínimo.


Depois de 3 dias sem internet ligando insistentemente pra galera que coordena tudo isso, descobri que eu sou a única pessoa nesse lugar no mundo que não conseguia acessar nem o sistema para lançar pedidos.

É, demoraram 3 dias pra me dizer isso e os mesmos 3 dias para mandar alguém na minha sala verificar.

Se bem que o cara só me ligou dizendo que vinha quando um outro já havia resolvido o problema POR TELEFONE.

Isso mesmo, telefone.

Tudo isso porque eu fiquei meia hora na linha dizendo que aquilo era um absurdo, que eu tinha trabalho acumulado de 3 dias porque não conseguia entrar na internet.

Resultado? Passaram pro chefão que me mandou clicar aqui e ali e... MILAGRE, o IE se mostrou abertinho pra mim!

Maravilhas do mundo moderno, não?!?
Desejo do dia: Quero acesso de admin para instalar o Firefox.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sobre coelhos brancos


Estive pensando sobre quais seriam meus coelhos brancos.
Aí cheguei a conclusão que meus coelhos brancos estão super distantes.
Acho que tenho medo de coelhos.

Quando eu era tiquenininha assim do tamanho de um botão de rosa, meu padrasto me deu um coelho.
Ele era branco e eu achava ele o máximo.
Todos os meus amiguinhos me ajudaram a cuidar, deram cenoura na boca dele e etc.

Toda vez que lembro disso, tenho a sensação que durou ANOS. Tá, exagero, mas pelo menos parece que foi um mês...
Aí me dou conta que tudo isso durou nada mais nada menos que... UM DIA.
rs.
Isso mesmo, um dia.
Tive um coelho por um dia.

O motivo?
Quando cheguei em casa, sem meus amiguinhos e vi o coelho de um lado pro outro, morri de medo e fiquei em cima do sofá até alguém sumir com ele.

Talvez eu afaste meus coelhos brancos...

domingo, 21 de setembro de 2008

A volta para casa


Acho que é bem típico de uma Alice começar pelo fim.
A Alice daqui começa a sua história assim: finalizando duas outras ou simplesmente convertendo-as em uma só:
ESTA.

Esta aqui que lhe apresenta um mundo de cabeça pro ar, muitas vezes comprido - verde ou vermelho? - entre paredes apertadas demais, sem ar. Entre aparelhos que não sabe usar ou panes de computadores que não conseguem entendê-la.

Finalmente, o meu lugar.